"QUE MEUS SEGUIDORES SEJAM POUCOS E SECRETOS. ELES GOVERNARÃO OS MUITOS E CONHECIDOS."

domingo, 26 de setembro de 2010

É esse ódio que me inspira a escrever.
A transformar em palavras esse grito que se encontra recolhido,
Sufocado, preso, humilhado...
É esse ódio que me faz sentir o que eu sou.
Onde encontro o que sou.
Cultivo, alimento, pois, é o meu ser.
Sem meu ódio perco a essência,
O alfa profundo – ego rotundo.

Sou esse ódio que me queima e me dilacera
Que me alimenta.
São palavras que queimam, sangram, cortam.
Uma oração profana em teu corpo nefano.
Blasfêmias no papel imaculado.
Tenho medo de perder minha motivação, por isso,
Rejeito o amor, a piedade, a caridade.
Como se isso, tirasse a minha vontade de viver...
Escrever... tecer...
Meus dedos são movidos por forças invisíveis
E os sons que saem dos meus acordes
É a sinfonia dos inauditos, as cores dos cegos ,
as palavras dos mudos.
Assim... calmo estou...
Ante a tempesta que passou.
O Diabo.
Este velho amigo do homem.
Fonte dos prazeres mundanos e desejos secretos.
Não poderia ser mais útil,
Pois é em ti que a culpa se põe.
Deixando-os livres para o reino dos céus.
Que vilania maior é a dos homens,
Que encontram em sua forma o alívio para suas consciências?
E assim, aos séculos, sua forma perpassa.
Tingindo de negrura bestial a forma do
Mais belo dos anjos.
Não seria o diabo o homem?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

777

777
eis os números de teus raios.

Crepúsculo dos deuses de pedra

Algumas vezes me sinto triste
Olho minha vida como um espelho
Que reflete uma imagem opaca
Como um vidro quebrado
Que reflete imagens de quem nunca fui.
Sinto-me só em meio à multidão.
Um barco náufrago em meio a um mar vazio.
Cercado por hipocrisias humanas
Que a sensatez me fez odiar.

Tento ser uma ilha
Sem barcos que me levem a lugar nenhum
Quero apenas fechar meus olhos
E não ver mais nada.
Correr para longe,para perto de mim mesmo
E então dormir...
Subtrair das profundezas do ser
Os medos que o sono esquece
Voltar para o escuro do berço uterino
E antes de nascer, morrer...

Dentro de mim há um vazio
De planetas que giram no vácuo
No silêncio do nada.
Uma dança lenta do cosmos em perfeita harmonia.

Meus ídolos caíram por terra
Meus altares estão vazios.
Cheios apenas com o sentimento do nada.
Com poeira dos Deuses que se foram.
Que morreram sob o peso de muitos anos

Tenho certeza apenas do fim
Que não roubem minha única certeza.
Deixe-me conduzi-la com minhas rédeas.
Segurá-la através dos vales, que só a mim é dado entrar.
E assim...sem medo... ao nada retornar.